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| Deron Williams e o Brooklyn Nets terão de enfrentar uma forte concorrência na Conferência Leste (Foto: Jesse D. Garrabrant/ NBAE/ Getty Images) |
Durante a offseason, os acertos no elenco feitos pelo Brooklyn Nets chamaram a atenção do mundo do basquete.
Deron Williams, Gerald Wallace e Brook Lopez estavam garantidos para o próximo
ano. O all-star Joe Johnson chegava em uma troca com o Atlanta Hawks. A mudança
do time de New Jersey para Brooklyn só fazia a expectativa aumentar. Eis então
que começa a temporada e chega a hora de ver se a equipe é realmente
competitiva a ponto de disputar as posições principais na Conferência Leste.
Nos dois primeiros jogos, o time teve campanha de uma vitória e uma derrota, com um decepcionante revés em
casa diante do Timberwolves. Foi nesta quarta-feira, no entanto, que veio o primeiro
verdadeiro teste para o Nets: uma partida fora de casa contra o Miami Heat. O
resultado final foi decepcionante, Miami venceu com tranquilidade por 103 a 73.
Mas esqueçamos um pouco o placar final e pensemos no que foi apresentado de bom e de ruim por Brooklyn.
Pontos positivos:
- Deron Williams é um dos grandes
jogadores da liga. É o típico armador que organiza o time, distribui a bola e
ainda contribui com uma boa média de pontos. É também um dos atletas da posição 1 de melhor porte físico da liga, o que causa problemas defensivos aos adversários. No
jogo contra o Heat, Williams teve um excelente primeiro tempo, conduzindo bem
sua equipe numa disputada partida. Já no segundo tempo, Deron teve uma caída de rendimento. Não
foi por acaso que a partir daí, Miami passeou em quadra, dominando os
últimos dois quartos. Fica evidente o quanto o Nets precisa de seu armador
titular para pleitear uma vaga entre os melhores do Leste.
- Kris Humphries se encaixa muito
bem nesse time. É aquele jogador que não é brilhante tecnicamente, mas faz sua
parte lá em baixo da cesta, dominando a tábua. Finalizou o primeiro tempo com um
duplo-duplo (11 pontos e 10 rebotes). É um bom complemento a Brook Lopez, o
mais talentoso entre os dois. Humphries pode trazer intensidade ao garrafão
de Brooklyn.
Pontos negativos:
- Joe Johnson esteve muito
apagado na partida (9 pontos, 4-14 nos arremessos de quadra). Uma prova de que
o backcourt formado por ele e Deron Williams ainda precisa de tempo para
adaptação. Johnson é um jogador que já passou do seu auge. Talvez a parceria
com um armador do talento de Deron ainda possa fazer com que seus números
ofensivos cresçam, mas o mais provável é que o ex-jogador do Hawks mantenha
sua média das últimas temporadas, ficando na casa dos 18 pontos por jogo.
- A defesa tem que ser uma das
grandes preocupações de Avery Johnson para a temporada. O Nets não foi nada bem
contra o Heat nesse quesito. Lógico que precisamos dar um desconto por se
tratar de um jogo contra os atuais campeões. Mas a verdade é que Miami teve
muita facilidade para rodar a bola no ataque. Tiveram momentos nos quais
Mario Chalmers até parecia Chris Paul, dominando completamente o sistema
defensivo de Brooklyn. Para competir entre os melhores, a defesa do novo
representante de New York necessita de melhorias. A volta do ala Gerald Wallace
deve elevar o nível da equipe nesse setor, mas o problema tem que ser resolvido
a partir de um esforço coletivo.
Resumindo, o Brooklyn Nets até
pode brigar pelas primeiras posições no Leste. O time tem talento. Alguns jogadores do
banco, como MarShon Brooks, C.J. Watson e Andrey Blatche, complementam bem o
elenco. O problema é que a equipe precisa de mais tempo para técnico e jogadores
encaixarem uma forma ideal de jogo. Enquanto isso, outros times parecem mais
fortes na Conferência Leste, apresentando mais perigo ao atual campeão, o Miami Heat. Celtics, Knicks, Pacers, Sixers e Bulls estão, no momento, num
nível um pouco acima de Brooklyn.
O tempo pode ser a chave do sucesso para o Nets. Somente dentro de mais alguns meses poderemos ver em qual patamar a equipe verdadeiramente está.

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