quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Os erros e acertos das escolhas para o All-Star Game



Antes tarde do que nunca. É com um certo atraso que chega a análise sobre a escolha dos reservas para o Jogo das Estrelas 2013. Primeiro, vamos aos 14 jogadores eleitos pelos técnicos:

Conferência Leste:

Kyrie Irving (CLE)
Jrue Holiday (PHI)
Paul George (IND)
Luol Deng (CHI)
Chris Bosh (MIA)
Joakim Noah (CHI)
Tyson Cahndler (NYK)

Conferência Oeste:

Tony Parker (SAS)
Russell Westbrook (OKC)
James Harden (HOU)
David Lee (GSW)
LaMarcus Aldridge (POR)
Tim Duncan (SAS)
Zach Randolph (MEM)

Comecemos pela Conferência Leste. A lesão de Rajon Rondo, escolhido pela votação popular como titular da equipe, traz algumas incertezas ao elenco que se apresentará em Houston. A dúvida agora é quem substituirá o armador do Celtics na lista. Existe uma tendência de que Kyrie Irving, do Cleveland Cavaliers, herde a vaga de titular no time. Dessa forma, o jogador substituto de Rondo ficaria na reserva. As opções para a vaga são boas.


Caso os treinadores optem por trazer um armador, o que seria a escolha natural, a briga se concentra entre Deron Williams, do Brooklyn Nets, e Brandon Jennings, do Milwaukee Bucks. Os números para comparação são muito próximos, considerando pontos, assistências, rebotes e aproveitamento nos arremessos de quadra. Nesse caso, o correto seria ir com Deron Williams. Lógico que o armador não vive uma de suas melhores temporadas, mas o fato do Brooklyn Nets, time de ótima campanha, não ter nenhum representante na lista dos selecionados é intrigante.

Outra opção que pode ser explorada é a seleção de um jogador de outra posição para substituir Rondo. Assim, Brook Lopez, também do Nets, surge como grande favorito. Na realidade, a não convocação do pivô já é motivo de questionamento. O problema é argumentar quanto à convocação dos outros três pivôs: Chandler, Noah e Bosh, todos dignos do reconhecimento dos técnicos. E olha que ainda estamos deixando de lado nomes como Carlos Boozer e David West.

Falando do lado positivo, algumas escolhas me deixaram extremamente satisfeito. Na posição de armador, a opção por Kyrie Irving e Jrue Holiday foi corretíssima. Basta acompanhar os jogos do Cleveland e do Philadelphia para se convencer de tal fato. Ambos estão tendo temporadas exuberantes, sendo os verdadeiros pilares de seus times. É bem verdade que Cavs e Sixers não estão bem na tabela, mas isso não é culpa de seus armadores. Indiscutivelmente, eles têm sido os melhores da posição na conferência após Rondo.

Os outros escolhidos também fizeram por onde serem lembrados pelos treinadores. Sem exceção, Paul George, Luol Deng e os já citados Chandler, Noah e Bosh tem se destacado em suas equipes.

Jrue Holiday e Kyrie Irving foram selecionados
pela primeira vez ao Jogo das Estrelas.
(Foto: nba.si.com)

Vamos agora para o lado oeste, onde a briga pelas vagas foi ainda mais acirrada.

Primeiro, a maior calamidade do ano. Stephen Curry não foi selecionado para compor o elenco da conferência. Sei que todos os selecionados fizeram por onde ficar com uma das vagas, mas talvez nenhum merecesse tanto quanto Curry. Os 21 pontos e 6,4 assistências por jogo são recordes pessoais do armador.

Outras ausências que serão sentidas são Damien Lillard e Marc Gasol. O armador de Portland vive uma temporada fantástica. Hoje, é praticamente impossível pensar em outro vencedor para o prêmio de novato do ano que não ele. Mesmo assim, sua não convocação é natural, levando-se em conta o nível da concorrência. Muitos anos ainda virão e Lillard tem tudo para conquistar uma vaga nas próximas edições.

Gasol também faz excelente temporada, formando um dos garrafões mais letais da liga ao lado de Zach Randolph em Memphis. Sua ausência também deve-se sobretudo à forte concorrência. Difícil argumentar pela sua escolha em detrimento a de algum outro selecionado.

Fiquei feliz pelas escolhas de David Lee e LaMarcus Aldridge. Os dois têm ajudado muito suas equipes na luta por uma posição nos playoffs. Mesmo jogando em mercados mais discretos, os atletas não foram esquecidos pelos treinadores. Ainda bem.

Menção honrosa também para o veteraníssimo Tim Duncan, que vem tendo uma de suas melhores temporadas nos últimos tempos, com média de 17, 5 pontos e 9,8 rebotes por jogo. Panela velha é que faz comida boa.

Os demais convocados também mereceram a escolha. Russell Westbrook, Tony Parker, James Harden e Zach Randolph têm tido ótimos anos.

Só faltou mesmo Stephen Curry.

A temporada de Stephen Curry tem sido motivo
de festa em Oakland. (Foto: Getty Images)

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