segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Seattle ou Sacramento? Por quem choraremos?

Seattle pode ver a NBA voltar para a cidade.
(Foto: hornallanderson.com)

Na última semana, a NBA recebeu a notícia de que um grupo de Seattle, liderado por Chris Hansen e Steve Ballmer, estaria muito próximo de um acordo com os irmãos Maloof, donos do Sacramento Kings, para comprar a franquia da capital californiana. O acerto seria em torno dos 520 milhões de dólares. A princípio, a compra estaria 99, 9 por cento garantida.

No entanto, na sexta-feira, novas informações chegaram dizendo que o empresário californiano Mark Mastrov também teria feito contato com os Maloofs para uma possível compra do Kings. A intenção de Mastrov seria manter a franquia em Sacramento.

A verdade é que seja pra onde o time for, alguém sairá ferido nesta história. Tanto Sacramento quanto Seattle tem fãs incríveis. 


O pessoal do SuperSonics teve seu time roubado há quase cinco anos quando Clay Bennett levou uma das franquias mais tradicionais da NBA para Oklahoma City. A dor dos fãs do time verde e ouro só aumentou ao ver Durant, Westbrook & cia. progredir ano após ano, até chegar às Finais da liga.

Agora, a torcida de Seattle vive uma espécie de dilema. Lógico que seria maravilhoso para a cidade ter o SuperSonics de volta. Mas isso viria a que preço? Valeria a pena tomar o time de outra cidade e fazer com que os fãs de Sacramento passem pelo mesmo vivido por Seattle em 2008?

Os torcedores de Sacramento vivem o temor de
 perder o Kings. (Foto: basketball.ballparks.com)
O Sacramento Kings vive uma fase horrenda, sem alcançar os playoffs desde 2006. Mas quando pensamos na franquia, a primeira lembrança que vem é aquela do excelente time do início dos anos 2000, formado por Mike Bibby, Doug Christie, Peja Stojakovic, Chris Webber e Vlade Divac. A equipe alcançou as finais da Conferência Oeste em 2002, quando perdeu de forma, no mínimo, polêmica para o LA Lakers em sete jogos.

O motivo que pode fazer Sacramento se despedir do Kings é o mesmo que fez Seattle dizer adeus ao SuperSonics. Segundo a NBA, tanto a Key Arena (em Seattle) quanto a Sleep Train Arena (antiga Arco Arena, em Sacramento) são arenas obsoletas. A exigência da liga às cidades é de que para ter uma franquia, elas teriam de financiar a construção de um novo espaço para os jogos de basquete.

Sinceramente, acho meio impossível pensar que ambas as arenas sejam tão incômodas aos fãs a ponto de um time não poder mandar seus jogos nesses locais. Acontece que a NBA está privilegiando as construções de novas arenas em detrimento da paixão dos torcedores pelos seus times. Não se joga a história do SuperSonics e do Kings no lixo desta maneira. Óbvio que existe o fato dos times na liga serem franquias, portanto, tem toda aquela mentalidade do lucro. O problema é que o que torna a NBA tão especial e tão valorizada é a paixão dos torcedores pelo basquete e pelos seus times. Se não fosse isso, jogadores, técnicos e dirigentes não teriam salários tão altos, e as próprias franquias não valeriam tanto. Com atitudes como essa, David Stern e a NBA estão esquecendo que precisam respeitar os fãs. Arrancar seus times e mandá-lo para outra cidade não é a melhor forma de apreço aos torcedores.

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