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| Seattle pode ver a NBA voltar para a cidade. (Foto: hornallanderson.com) |
Na última semana, a NBA recebeu a notícia de que
um grupo de Seattle, liderado por Chris Hansen e Steve Ballmer, estaria muito
próximo de um acordo com os irmãos Maloof, donos do Sacramento Kings, para
comprar a franquia da capital californiana. O acerto seria em torno dos 520
milhões de dólares. A princípio, a
compra estaria 99, 9 por cento garantida.
No entanto, na sexta-feira, novas informações chegaram dizendo
que o empresário californiano Mark Mastrov também teria feito contato com os
Maloofs para uma possível compra do Kings. A intenção de Mastrov seria manter
a franquia em Sacramento.
A verdade é que seja pra onde o time for, alguém sairá
ferido nesta história. Tanto Sacramento quanto Seattle tem fãs incríveis.
O pessoal do SuperSonics teve seu time roubado há quase
cinco anos quando Clay Bennett levou uma das franquias mais tradicionais
da NBA para Oklahoma City. A dor dos fãs do time verde e ouro só aumentou ao
ver Durant, Westbrook & cia. progredir ano após ano, até chegar às Finais da liga.
Agora, a torcida de Seattle vive uma espécie de dilema.
Lógico que seria maravilhoso para a cidade ter o SuperSonics de volta. Mas isso
viria a que preço? Valeria a pena tomar o time de outra cidade e fazer com que
os fãs de Sacramento passem pelo mesmo vivido por Seattle em 2008?
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| Os torcedores de Sacramento vivem o temor de perder o Kings. (Foto: basketball.ballparks.com) |
O Sacramento Kings vive uma fase horrenda, sem
alcançar os playoffs desde 2006. Mas quando pensamos na franquia, a primeira
lembrança que vem é aquela do excelente time do início dos anos 2000, formado
por Mike Bibby, Doug Christie, Peja Stojakovic, Chris Webber e Vlade Divac. A
equipe alcançou as finais da Conferência Oeste em 2002, quando perdeu de forma,
no mínimo, polêmica para o LA Lakers em sete jogos.
O motivo que pode fazer Sacramento se despedir do Kings é o
mesmo que fez Seattle dizer adeus ao SuperSonics. Segundo a NBA, tanto a Key
Arena (em Seattle) quanto a Sleep Train Arena (antiga Arco Arena, em
Sacramento) são arenas obsoletas. A exigência da liga às cidades é de que para
ter uma franquia, elas teriam de financiar a construção de um novo espaço para
os jogos de basquete.
Sinceramente, acho meio impossível pensar que ambas as arenas
sejam tão incômodas aos fãs a ponto de um time não poder mandar seus jogos
nesses locais. Acontece que a NBA está privilegiando as construções de novas
arenas em detrimento da paixão dos torcedores pelos seus times. Não se joga a
história do SuperSonics e do Kings no lixo desta maneira. Óbvio que existe o fato dos times na liga serem franquias, portanto,
tem toda aquela mentalidade do lucro. O problema é que o que torna a NBA tão
especial e tão valorizada é a paixão dos torcedores pelo basquete e pelos seus
times. Se não fosse isso, jogadores, técnicos e dirigentes não teriam salários
tão altos, e as próprias franquias não valeriam tanto. Com atitudes como essa, David
Stern e a NBA estão esquecendo que precisam respeitar os fãs. Arrancar seus
times e mandá-lo para outra cidade não é a melhor forma de apreço aos
torcedores.


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