quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Um giro pela NBA

Uma rivalidade nasce em New York

No clássico de New York, melhor para
Joe Johnson e o Brooklyn Nets.
(Foto: Nathaniel S. Butler/ NBAE/ Getty Images)
Para dois times se tornarem rivais, não basta um mero falatório fora das quatro linhas. É preciso que se tenha competitividade dentro da quadra. E é isso que New York Knicks e Brooklyn Nets têm feito nesta temporada.

Logo após a mudança do Nets de New Jersey para New York, muito se falou sobre qual seria a melhor equipe da Big Apple. Dirigentes, jogadores e jornalistas cansaram de criar polêmica a respeito do assunto. Algo que ajuda numa rivalidade, mas não é determinante. Faltava o espetáculo em quadra.

Bem, não falta mais.

Na última segunda-feira, Knicks e Nets finalizaram sua série de quatro jogos na temporada. A vitória de Brooklyn por 88 a 85 decretou o empate nos confrontos entre os times. Além da igualdade, vale destacar o alto nível das partidas, quase sempre decididas no final.

Portland procura por respostas

A derrota do Trail Blazers nesta segunda para o Washington Wizards marcou a sexta seguida da equipe de Terry Stotts na temporada. Há duas semanas, Portland vivia grande fase e se consolidava entre os oito melhores do Oeste. Foi, então, que a má fase tomou conta do time e o tirou da zona dos classificados para a pós-temporada. O mais surpreendente é que quatro dos seis resultados negativos aconteceram em casa, onde o Blazers costuma ser muito forte.

Indiana segue impressionando defensivamente

Uma forte defesa tem sido a receita
para o sucesso de Indiana.
(Foto: Nelson Chenault/
USA TODAY Sports)
O sistema defensivo do Pacers é um dos grandes destaques da temporada. A equipe tem cedido a seus adversários apenas 89,07 pontos por jogo, menor marca da liga. Indiana ainda segura seus oponentes ao menor aproveitamento de quadra na NBA (41,3 por cento). Essa fantástica defesa tem deixado o time na disputa pelas primeiras posições no Leste, mesmo sem o seu cestinha das últimas temporadas, Danny Granger. Com uma campanha de 26 vitórias e 16 derrotas, o Pacers ocupa a terceira colocação na conferência.

No feriado em homenagem a Martin Luther King Jr., Indiana foi até Memphis e conquistou uma dura vitória. Diante do Grizzlies e de sua também excelente defesa (segunda melhor, cedendo 89,4 pontos por jogo), Paul George & cia. triunfaram por 82 a 81. Resultado que só veio a confirmar a boa fase vivida pela equipe.

Futuro do Kings continua incerto

As informações que chegam é de que os irmãos Maloof já teriam fechado o acordo para vender a franquia de Sacramento para o grupo de Seattle liderado por Chris Hansen e Steve Ballmer. No entanto, a mudança para a cidade que já foi casa do SuperSonics ainda precisa ser aprovada pelos outros donos de franquias. A decisão pode demorar, mas o favoritismo vai para a aprovação da troca de endereço. O mais provável é que a definição saia apenas numa reunião marcada para o mês de abril.

Enquanto isso, o prefeito de Sacramento e ex-jogador da NBA, Kevin Johnson, tenta encontrar investidores que possam manter o Kings na capital californiana. Até agora, 20 pessoas já contribuíram com um milhão de dólares cada, o que as tornaria proprietárias minoritárias da franquia. Agora, falta o investimento maior, que viria do possível proprietário majoritário. Durante entrevista coletiva nesta terça, Johnson mandou um recado para os fãs de Seattle, que sonham em ter o Seattle SuperSonics de volta: “Não comemorem tão cedo”. Agora é esperar pra ver o fim dessa novela. Só reitero aqui o que já disse num post anterior. É lamentável a NBA proporcionar essa briga fora das quadras entre dois times tão tradicionais, com fãs tão apaixonados por suas equipes.

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