segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Rodada 15 do Brasileirão teve belo empate em 0 a 0 e arbitragens pra lá de questionáveis

Leandro Damião bem que tentou, mas não
conseguiu furar o bloqueio atleticano
no 0 a 0 entre Inter e Galo.
 (Foto:  Fernando Gomes/ Agência RBS)

Sim, existem 0 a 0’s que dão gosto de ver. Assim foi o embate entre o Saci colorado e o Galo mineiro. Uma boa partida não é necessariamente aquela que acaba com muitos gols. Jogo legal é aquele em que você vê dois times técnicos, e que ao mesmo tempo jogam com muita disposição. Jogo bacana também não precisa acontecer em arenas modernas, pode ser no simpático e acanhado Estádio do Vale, em Novo Hamburgo. O que faz a diferença são os torcedores. Esses sim criam o clima no estádio e incendeiam a partida.

Internacional e Atlético/MG fizeram um belíssimo jogo neste domingo em Novo Hamburgo. O já citado Estádio do Vale é a casa alugada do Colorado enquanto este assiste às reformas do Gigante da Beira-Rio. A proximidade da torcida em relação ao campo só apimentou o espetáculo. Os cerca de 10 mil fanáticos pelo Inter empurraram como puderam, mas não conseguiram fazer com que o time balançasse as redes do Atlético.

O jogo teve suas variáveis. Como todo bom mandante, o Internacional fez as honras da casa, encurralando o Galo nos primeiros minutos. Depois do susto, os comandados de Cuca passaram a controlar melhor a partida, trocando bons passes e até mostrando uma certa superioridade. Isso até os 36 minutos da primeira etapa, quando o debutante Fernandinho perdeu a cabeça e abriu demais a asa, acertando Jorge Henrique. Resultado: deixou o time com um a menos e convidou o Inter a renovar a pressão que tinha imposto nos primeiros minutos.

O Colorado foi pra cima. O final da primeira etapa e todo o segundo tempo foram dominados pelos gaúchos, como já era de se esperar. Tentativas não faltaram, mas o tal “detalhe” chamado gol não saiu. Damião quase fez uma pintura, chutando por cobertura na saída do arqueiro Victor, mas a bola beijou o travessão.

O goleiro foi, inclusive, um dos personagens da partida. Fez boas defesas que mantiveram o ataque do Inter sob controle. No final, quase entregou o ouro saindo mal do gol, tendo a pele salva pelo capitão Réver. Os atleticanos pediram falta, que eu sinceramente não vi. Pra finalizar a noite, Victor, infernizado desde o primeiro segundo pelos torcedores colorados, que não esqueceram seu passado gremista, isolou a bola na direção dos gaúchos após o final da partida. O apitador Luiz Flávio de Oliveira não teve dúvidas: segundo amarelo no goleirão, que foi refletir sobre a expulsão no chuveiro.

Por falar no árbitro, posso dizer que esta foi uma das poucas atuações boas de um juiz nesse Brasileirão. Luiz Flávio deixou a partida fluir, não ficou parando por qualquer contato de jogo e, por isso, contribui para um bom espetáculo. Lógico que gerou a ira de alguns jogadores e muitos torcedores, acostumados com a arbitragem brasileira que parte da premissa que em todo lance existe uma falta.

Por falar nisso...

Os torcedores do Flamengo e do Coxa sabem bem do que eu estou falando. Os dois foram brutalmente operados nesta rodada.

Para a sorte dos cariocas, o pênalti mais do que mandraque dado por Ricardo Marques Ribeiro em favor do São Paulo na partida contra o rubro-negro acabou sendo defendido pelo contestado Felipe, que garantiu o 0 a 0. O sempre brincalhão Leonardo Gaciba, comentarista de arbitragem da Rede Globo, ainda tentou argumentar que Lucas Evangelista teria sido deslocado por um antebraço flamenguista quando passeava pela área. Só pode ser uma piada...

Já o Verdão do Paraná viu o bom empate que levava do Pacaembu ir por água abaixo quando o sempre atento árbitro Péricles Bassols assinalou uma penalidade ridícula de Lucas Claro em Danilo. Os paranaenses não tiveram a mesma sorte dos cariocas e o peruano Guerrero botou na rede a chance que teve, definindo a vitória do Timão por 1 a 0. A verdade é que o pênalti foi um atentado ao bom-senso. Não há como enxergar uma infração do jogador do Coxa naquela disputa. Até mesmo o comentarista do Sportv Mauricio Noriega, que se estiver caminhando na rua e sofrer um esbarrão certamente vai clamar por pênalti, afirmou que nada houve no lance. Fim de papo.

As cortadas de Aloísio

O atacante Aloísio vem se destacando nas últimas partidas do São Paulo. Infelizmente para a torcida tricolor, isso não tem se convertido em bons resultados. Talvez seja porque o matador esteja fazendo da mão a sua principal arma contra as defesas adversárias. Pela segunda vez em três jogos, Aloísio resolver espalmar a bola pra dentro do gol. Domingo passado, roubou um gol de Paulo Henrique Ganso quando a pelota já cruzava a linha da meta da rival Portuguesa. Mas até aí tudo bem, já que Ganso tem balançado as redes adversárias com bastante frequência nos últimos meses. 

Não satisfeito, o atacante usou novamente as mãos nesta rodada, dessa vez para deslocar o goleiro Felipe, do Flamengo, supostamente abrindo o placar para o tricolor. Ainda bem que o tal juiz de linha de fundo viu a trapaça e avisou ao excelente árbitro Ricardo Marques Ribeiro, que já ia papando mosca. Interessante também foi a ira de Aloísio após a marcação. Ninguém vai ficar aqui defendendo a demagogia que é o fair play da FIFA, mas um jogador tem que ter muita cara de pau para reclamar de maneira acintosa da anulação de um gol de mão. 

Cris dá o ar da graça

Demorou oito meses, mas o zagueiro Cris finalmente mostrou seu valor para a torcida do Grêmio. O jogador foi decisivo para a vitória do tricolor gaúcho diante do Vasco em São Januário, no último sábado. O problema é que o defensor estava fazendo sua estreia pelo time cruzmaltino, após ter contratado rescindido pelo Imortal no início do mês. Logo no começo do jogo, o zagueirão deu uma triste furada, deixando a bola limpinha para o matador Barcos, que não teve dúvidas em balançar as redes. O argentino, por sinal, parece ter reencontrado a boa fase. Foi o responsável por dois dos três gols gremistas na vitória por 3 a 2.

Enquanto isso nas Europas...

Brasileirão pegando fogo, Bota e Raposa brigando ferozmente pela liderança, com as equipes se revezando dia após dia no topo da tabela e... gol do Barcelona.

O técnico Gerardo Martino optou por deixar o
estreante Neymar no banco. (Foto: Reuters)
O menino Neymar testemunhou hoje o que irá observar em mais da metade dos jogos do Barcelona na competitiva La Liga. A pergunta não é quem vai vencer, e sim de quanto o Barça vai ganhar. Não quero de forma alguma desmerecer o timaço em que Neymar foi jogar. Acontece que a abissal diferença de patamar entre Real e Barça em relação aos demais concorrentes é um fato. Até mesmo os sempre esforçados Atlético de Madrid, Valencia e Sevilla parecem mais fracos nesta temporada.

Voltando à Neymar, o ex-atacante do Santos começou a partida de hoje no banco. Jogou cerca de 30 minutos na suada vitória do Barça por 7 a 0 diante do Levante. O brasileiro chegou a participar de alguns bons lances, mas nada comparável ao que pode vir a render. É bem verdade que jogou muito pouco ao lado de Messi, substituído na parte final do jogo, mas a tendência é que isso mude. Ou alguém duvida que Neymar jogue mais que Pedro ou Alexis Sanchéz? A titularidade parece questão de tempo.

E só para registrar, Joaquín Caparrós, técnico do Levante, justificou a derrota de sua equipe da seguinte forma: "Faltou agressividade. Parecíamos o Santos. Parecíamos que viemos para uma homenagem. Fizemos a primeira falta após 11 minutos". Pois é santistas, durmam com este barulho...


Bem, por hoje é só. 

Abraços!

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