A histórica rivalidade entre Celtics e Knicks ganhará novos
capítulos nesta temporada(Foto: Jessica Hill/ AP Photo)
A divisão do Atlântico tem tudo para ser a mais
competitiva da liga na temporada. Uma tremenda reviravolta para uma divisão que
há poucos anos era a pior da NBA. Neste ano, quatro times têm chances legítimas
de chegar aos playoffs. O Toronto Raptors, que é quem fica fora desse grupo,
melhorou seu elenco, e também sonha com a pós-temporada.
Apesar
do equilíbrio, Boston sai na frente
Boston é a equipe com mais experiência dentre os
competidores no Atlântico. São cinco títulos de divisão consecutivos para os
Celtics. Ano passado, o time ficou a apenas uma vitória das Finais.
Os Celtics mudaram algumas peças no elenco. A principal
ausência será Ray Allen. O recordista em cestas de três pontos da história da
NBA deixou Beantown e foi para Miami. No entanto, a equipe foi ao mercado e
conseguiu a excelente contratação de Jason Terry. O ex-jogador dos Mavs foi
fundamental na campanha do time texano campeão em 2011. Terry tem bom chute de
fora e será uma arma importantíssima vinda do banco. Além dele, o time verde e
branco trouxe Courtney Lee, do Houston, e o brasileiro Leandrinho. Os dois
contribuirão acrescentando velocidade à segunda unidade.
Jeff Green é outro “reforço” para Boston. O jogador
chegou ao time no meio da temporada 2010-11, na troca que mandou Kendrick
Perkins para Oklahoma. O ala era uma das estrelas do jovem time do Thunder. É
um jogador que sabe arremessar de longe, e tem uma infiltração perigosíssima.
Ano passado não pôde atuar devido a uma cirurgia no coração. Felizmente, já
está tudo bem com o atleta e ele tem tudo para ajudar muito os Celtics nesta
temporada.
Dito isso, Boston ainda será liderado pelo talento e
experiência de Paul Pierce e Kevin Garnett. Soma-se a eles a presença do
armador Rajon Rondo, sem dúvida, um dos melhores jogadores da liga. Com tantas
armas ofensivas, Rondo é o cara certo para fazer com que o ataque dos Celtics
seja produtivo. Defesa também não será o problema. O time tem mantido um padrão
muito bom nos últimos anos.
Concorrentes
de peso
Apesar do forte time de Boston, a competição no
Atlântico não será nada fácil. A concorrência está mais forte do que nunca.
Primeiro, tem o New York Knicks. Não existem dúvidas de
que o time tem o talento necessário para vencer a divisão. O elenco é
encabeçado pelo medalhista de ouro olímpico Carmelo Anthony. Um dos maiores
talentos da liga, Carmelo ainda procura aprimorar seu entrosamento com outra
estrela do time, o ala-pivô Amar’e Stoudemire. Desde a chegada de Anthony no
time, em 2011, os dois não funcionaram bem juntos. Esse será o ponto-chave para
New York na temporada. Se os dois adquirirem um ritmo bom juntos, o time
brigará forte na Conferência. A má notícia é que Stoudemire já aparece com
problemas no joelho. Perderá a primeira semana da temporada e, possivelmente,
também a segunda.
Nessa última offseason, Amar’e treinou com a lenda do
Houston Rockets, o ex-pivô Hakeem Olajuwon. O atleta praticou especialmente
jogadas de costas para a cesta, um ponto fraco no seu jogo. Melhorando nesse
quesito, ele dará maiores opções ofensivas para o Knicks. Se ficar mais no garrafão,
Stoudemire poderá liberar mais espaço para Carmelo trabalhar no perímetro. A
preocupação é se isso significar um excesso de jogadas individuais e a bola não
rodar no ataque, não envolvendo quem estiver sem a posse.
Na parte defensiva, New York evoluiu muito na última
temporada, principalmente após a chegada do técnico Mike Woodson.
Outra discussão em torno do Knicks é sobre a idade de
seus jogadores. O elenco será o mais velho da história da NBA, com média de 32
anos e 240 dias. No entanto, a equipe não conta com os “vovôs” para decidirem
as partidas. Isso será responsabilidade de jogadores como Anthony, Stoudemire,
Chandler e Felton. Por isso, New York não deve encontrar problemas para
alcançar a pós-temporada. O objetivo do time é chegar entre os quatro
primeiros, garantindo assim, a vantagem do mando de quadra na primeira rodada.
O Philadelphia 76ers também será um forte concorrente
na divisão. A equipe teve as perdas de Andre Iguodala, Louis Williams e Elton
Brand na última offseason. Por outro lado, chegaram Nick Young, Dorell Wright,
Jason Richardson e Andrew Bynum. O último, vindo do Lakers, é a grande
esperança para os torcedores da Philadelphia. Bynum é o pivô mais técnico da
NBA. Pode ser o grande jogador que faltava ao 76ers.
A equipe é muito bem treinada pelo competente Doug
Collins. A defesa e o jogo coletivo são excelentes. A saída de Louis Williams
será sentida. Ele era o maior pontuador da equipe, mesmo vindo do banco. Nick
Young e Dorell Wright terão que atuar em bom nível para manter a qualidade do
time de suplentes.
Andre Iguodala fará falta principalmente na parte
defensiva. Mas Philadelphia tem condições de, num esforço coletivo, suprir a
falta do jogador.
O time tem tudo para ir aos playoffs. Como objetivo, também
não seria nenhum absurdo pensar em ficar entre os quatro primeiros da
conferência.
A
grande novidade
O Brooklyn Nets está de cara nova. A começar pela
mudança de endereço. De New Jersey, a equipe mudou-se para o Brooklyn,
tradicional bairro de New York. Outra grande mudança foi a chegada de Joe
Johnson, que veio numa troca por Anthony Morrow, feita com o Atlanta Hawks.
A grande questão será como Deron Williams e Joe Johnson
vão atuar juntos. Johnson é um jogador que prende bastante a bola, gosta de
jogadas no um contra um, o que deve reduzir o tempo que Deron terá a posse.
Isso pode ser prejudicial para a criação de jogadas ofensivas. Por outro lado, também
pode trazer uma nova possibilidade de ataque para o Nets e, até mesmo, um
descanso maior para Williams, com outro jogador de qualidade para conduzir a
bola. Esse entrosamento entre os dois será fundamental.
Outro ponto importante é a saúde de Brook Lopez. Se o
pivô conseguir se manter saudável, as chances de sucesso para Brooklyn aumentam
significativamente. Outro jogador que pode contribuir muito é o ala Gerald
Wallace. Ele será a principal peça defensiva da equipe. É nesse aspecto do jogo
que o técnico Avery Johnson deverá focar seu trabalho. Se no ataque Brooklyn
tem muitos talentos, na defesa as incertezas são maiores.
Em sua temporada de estreia no Brooklyn, os Nets devem
alcançar os playoffs, ficando em algum lugar próximo a sexta ou sétima vaga na
conferência.
O
representante canadense
Por último, o Toronto Raptors. A equipe vem com
novidades para esta temporada. Landry Fields, Kyle Lowry e
o jovem lituano Jonas Valanciunas foram os principais reforços.
O pivô lituano aparece como uma esperança para os
torcedores do Raptors. Com apenas 20 anos, Valanciunas teve ótimos momentos no
basquete da Europa, sendo eleito o melhor jogador jovem do campeonato europeu
de 2011. Caso ele se firme como o titular da posição 5, isso dará liberdade
para Andrea Bargnani jogar como 4. Nessa posição, o italiano deve encontrar
marcadores mais ágeis do que está acostumado, porém terá vantagem no que tange
ao tamanho.
No entanto, o ponto mais forte de Toronto será a
posição de armador. Kyle Lowry é projetado como titular, mas terá como seu
reserva o eficiente José Calderón. Ano passado, pela terceira vez nos últimos
cinco anos, o espanhol liderou a liga na média de assistências por turnover,
com 4,5. A grande curiosidade é como o técnico Dwane Casey dividirá o tempo de
quadra dos dois. Ou mesmo, se existe a possibilidade deles jogarem juntos.
Toronto é um candidato a surpresa. No entanto, ainda é
cedo para garanti-lo na briga por pós-temporada. O décimo lugar parece uma
posição bem plausível para os Raptors.
Palpite:
1º - Boston Celtics
2º- New York Knicks
3º - Philadelphia 76ers
4º - Brooklyn Nets
5º - Toronto Raptors
Palpite:
1º - Boston Celtics
2º- New York Knicks
3º - Philadelphia 76ers
4º - Brooklyn Nets
5º - Toronto Raptors

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