Indiana tem boas chances de ganhar a divisão pela primeira vez
desde 2004 (Foto: Jonathan Daniel/ Getty Images)
Não há dúvidas de que o Chicago Bulls é uma das equipes
mais fortes da NBA quando tem em quadra Derrick Rose. O problema é que o
armador está fora de combate por conta de uma lesão sofrida no joelho. O tempo
previsto para o retorno da estrela ainda é incerto. Algumas fontes sugerem que
março seja a data mais provável.
Com a ausência de Rose, Chicago deve encontrar maiores
dificuldades nesta temporada. A condição de cabeça-de-chave 1, conquistada nos
últimos dois anos, não será repetida desta vez. Uma vaga nos playoffs, no
entanto, é bem provável. A grande interrogação é como Carlos Boozer vai jogar
em 2012-13. Com a camisa do Bulls, o pivô não repete nem de longe suas atuações
quando jogador do Utah Jazz. Um crescimento no seu desempenho em quadra será
fundamental na campanha de Chicago. Outro jogador chave será Luol Deng. Com a
lesão de Rose, ele pode muito bem ser o maior pontuador da equipe, dependendo
do desempenho de Boozer.
Algumas
mudanças no elenco ocorreram nesta última offseason. Marco Belinelli chegou à
equipe para substituir Kyle Korver, enquanto Kirk Hinrich voltou ao time para
ocupar a armação enquanto Rose estiver de molho.
Enquanto isso, o Indiana Pacers vê o caminho aberto para alcançar o título da divisão Central. Com um quinteto entrosado e um bom trabalho do técnico Frank Vogel, Indiana vive seu melhor momento desde a saída de Reggie Miller. No último ano, a equipe só parou no eventual campeão, o Miami Heat. E olha que a série esteve 2 a 1 pro Indiana com a partida 4 acontecendo em Indianapolis. Perdida a chance de fazer 3 a 1, o Pacers deixou o ritmo cair e acabou derrotado por 4 jogos a 2.
Para essa temporada, poucas mudanças. Uma delas foi a troca
de armadores. Darren Collison foi para Dallas, enquanto D.J.Augustin veio de
Charlotte. Collison não jogou bem no último ano. Augustin parece uma boa opção.
As projeções, no entanto, indicam que Frank Vogel deve permanecer com George
Hill como o titular na posição 1, com Augustin vindo do banco. Essa opção não
agrada. Augustin tem experiência como armador titular, tem condições de
comandar o time. Além do mais, a presença de Hill no banco ajudaria imensamente
a segunda unidade do Pacers. Quando atuava pelo San Antonio, Hill costumava
jogar até na posição 2. Por essa versatilidade, seria uma grande adição aos
substitutos do Pacers.
As outras quatro posições do quinteto titular estão
muito bem ocupadas com George, Granger, West e Hibbert, sendo este um dos times
mais altos da liga. Paul George é a grande esperança da equipe. O ala-armador
precisa atingir todo o seu potencial para viabilizar uma chegada de Indiana às
finais de conferência. Isso foi uma das coisas que faltaram ao time ano passado.
O banco da equipe é sólido. Gerald Green e Ian Mahinmi
chegaram e podem ajudar. Uma evolução no jogo de Tyler Hansbourgh também é
fundamental para alavancar bons resultados.
Concorrentes não ameaçam na briga por título
Os outros três times da divisão não têm chances de
acabar a temporada no topo. Porém, não dá pra colocar Milwaukee, Cleveland e
Detroit no mesmo barco. O Bucks é a equipe mais qualificada entre as três.
Na verdade, são poucos times na liga que possuem um
backcourt tão explosivo quanto à equipe de Wisconsin. Brandon Jennings e Monta
Ellis são dois jogadores com grande potencial ofensivo, capazes de anotar 20,
30 pontos numa mesma partida. É mais ou menos o que acontecia com Golden State
quando tinha Stephen Curry e Ellis. O grande problema está no excesso. Como os
dois vão dividir a responsabilidade de marcar os pontos? O que precisa
acontecer em Milwaukee para que a equipe suba de patamar é a definição de Monta
Ellis como o cestinha do elenco. Ele tem mais capacidade de pontuar do que
Jennings. É mais forte e joga, afinal, na posição 2. Jennings é o armador. Ele
precisa preocupar-se mais em fazer a bola rodar, dar ritmo para o time, achar
seus companheiros em boas condições de cesta. E quando der, pontuar também. Mas
essa não deve ser sua prioridade.
Se tal linha de raciocínio for predominante no time,
Milwaukee tem boas chances de chegar aos playoffs. Até porque Scott Skilles é
um treinador que se preocupa muito com o outro lado do jogo, a defesa. Por não
ter ido bem no ano passado, sofrendo uma média de 98,7 pontos por jogo, o setor
deve ser mais cobrada pelo técnico nessa temporada.
O Cleveland Cavaliers reagiu bem em 2011-12. O time venceu 21 dos 66 jogos disputados (por conta da
greve a temporada foi menor). No ano anterior, primeiro sem Lebron James, a campanha havia sido de 19 triunfos e 63 derrotas. O motivo da melhora tem nome e sobrenome:
Kyrie Irving. O rookie foi simplesmente sensacional. Jogou como um verdadeiro
all star, com médias de 18,5 pontos e 5,4 assistências por jogo. O problema de
Cleveland é que seu elenco se resume a Irving. A responsabilidade pelo sucesso
da equipe cai todo sobre os ombros do jovem, já que os Cavs não tem nenhum
outro jogador no mesmo nível. Por essa razão, uma aparição nos playoffs parece
uma possibilidade bem irreal para a equipe.
Por último, o Detroit Pistons. A franquia, de muita
tradição na NBA, passa por um péssimo momento. Na última temporada, foram
apenas 25 vitórias contra 41 derrotas. A equipe é treinada por Lawrence Frank,
outro técnico que tem seu foco voltado para a defesa. Frank já foi técnico do
Nets, além de assistente de Doc Rivers em Boston na temporada 2010-11. Lá, ele
funcionava como uma espécie de coordenador defensivo e comandou a melhor defesa
da liga. Para essa temporada, no entanto, seu principal desafio em Detroit será
fazer o ataque funcionar. Ano passado a equipe foi a 4ª pior no setor. Anotou
apenas 90,9 pontos por jogo.
Acontece que a equipe tem no seu elenco alguns bons
jogadores. Dois exemplos são Greg Monroe e Rodney Stuckey. O problema é que não
existe nenhuma grande estrela, ou pelo menos, um jogador capaz de decidir
constantemente a favor dos Pistons. Não existe um Kyrie Irving, por exemplo, em
Detroit. Mesmo assim, por conta do conjunto, a equipe é superior aos Cavaliers.
No entanto, também não alcançará aos playoffs. O time deve finalizar o ano na
casa das 30, 35 vitórias.
Palpite:
1º - Indiana Pacers
2º - Chicago Bulls
3º - Milwaukee
Bucks
4º - Detroit
Pistons
5º - Cleveland
Cavaliers

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