sábado, 20 de outubro de 2012

Divisão Sudeste: uma disputa resolvida antes mesmo de começar


                    A pressão sobre Lebron por não ter ganho um título acabou depois 
                           da conquista do ano passado (Nathaniel S. Butler/ Getty Images)

Vamos agora para a Conferência Leste!

Dentre todas as seis divisões da NBA, a Sudeste é a mais previsível. A chance do Miami Heat não ganhar a divisão é quase nula. Não só o quinteto titular da equipe de South Beach é muito superior aos demais, como seu banco de reservas também tem mais qualidade. A chegada de Ray Allen e Rashard Lewis só corrobora tal avaliação. São dois grandes arremessadores com experiência de já terem participado das finais da liga. Poderão voltar a atuar juntos pela primeira vez desde os tempos do saudoso Seattle Supersonics. Juntam-se a eles entre os suplentes de Miami o armador Norris Cole, o pivô Joel Anthony e o também grande arremessador Mike Miller.

Com tantas armas do perímetro, a vida de Lebron James e Dwayne Wade deve ficar mais fácil, com mais espaço para infiltrações. Neste ano, o técnico Erik Spoelstra deve optar por começar as partidas com James na posição 4 e Chris Bosh na 5. Isso pode causar problemas quando o Heat encarar adversários com jogadores mais altos nas posições de pivô. No entanto, também confere à equipe maior agilidade, e quando Miami impõe seu rápido estilo de jogo, o time é quase imbatível.


Outro facilitador para o jogo de transição de Miami é sua boa defesa. Lebron é indiscutivelmente um dos grandes defensores da liga, um talento que passa um tanto quanto despercebido devido a todo o seu poderio ofensivo. Wade também é um fenomenal marcador e Shane Battier, além de meter suas bolinhas de três, é um excelente defensor. Essa pressão na defesa resulta em muitos turnovers dos adversários, o que proporciona contra-ataques mais do que velozes para Lebron, Wade e Cia.

Os desafiantes

O Atlanta Hawks não está no mesmo patamar do Miami, logicamente. Só que o representante da Georgia tem um elenco certamente superior aos outros três concorrentes da divisão. Algumas mudanças foram feitas. Se o time não melhorou tanto, pelo menos foi uma transformação em relação à mesmice pela qual passava nos últimos anos.

O Atlanta se desfez de dois salários gigantes. Joe Johnson foi embora para o Brooklyn Nets em troca de Anthony Morrow, enquanto Marvin Williams foi trocado para Utah pelo armador Devin Harris. A saída de Johnson representa o fim de uma era em Atlanta. Na equipe desde 2005, o armador liderou o Hawks a seis aparições consecutivas na pós-temporada (2006-07/2011-12). Já Marvin Williams foi a segunda escolha do Draft de 2005 (a frente de Cris Paul e Deron Williams), mas nunca respondeu a altura às expectativas. Os dois atletas representaram uma geração talentosa de Atlanta, mas que aparentemente já havia alcançado seu limite. As trocas não tornaram o Hawks melhor, só criaram uma outra opção (mais barata) de um time competitivo.

Outras adições importantes da equipe foram o especialista de três pontos, Kyle Korver, ex- Chicago, e principalmente, o armador Louis Williams, vindo de Philadelphia. O último será uma peça importantíssima vinda do banco. Na temporada passada, o jovem Williams já foi o cestinha do 76ers mesmo saindo do time de suplentes. É um armador capaz de criar seu próprio arremesso e que fará os torcedores do Hawks se lembrarem de Jamal Crawford.

Já Orlando Magic e Washington Wizards veem os playoffs como uma alternativa pouco provável. O Magic começará o ano sem Dwight Howard pela primeira vez desde a temporada 2003/04. Para piorar, a equipe não recebeu em troca nem Andrew Bynum nem Pau Gasol. A ida de Howard para o Lakers significou a vinda de Al Harrington e Aaron Afflalo, que apesar de bons jogadores, não repõem à altura o talento perdido com a saída de sua principal estrela. Outra perda considerável foi a transferência de Ryan Anderson para o Hornets. O especialista dos três pontos foi considerado o jogador que mais evolui na última temporada. Ainda com alguns jogadores de talento, como o veterano armador Jameer Nelson, o Magic ainda espera conquistar alguns resultados positivos neste ano. O que deve acontecer, no entanto, é que pela primeira vez desde a temporada 2005-06, o time assistirá a pós-temporada de casa.

O Washington Wizards terá como principal esperança no ataque a combinação John Wall/ Nenê. O difícil é crer que o pivô brasileiro permanecerá saudável por toda a temporada. Problemas na planta de um dos pés tem feito Nenê ficar muito tempo no departamento médico. Outra alternativa interessante para Washington é o rookie Bradley Beal. O calouro vindo da universidade da Flórida foi a terceira escolha do Draft deste ano. As projeções dão conta de que ele iniciará a temporada como o titular da posição 2. Se conseguir contribuir com uma grande produção ofensiva logo de cara, as chances de playoffs para Washington aumentarão significativamente. Porém, o mais provável é que o time da capital americana ainda esteja a alguns anos de um retorno a pós-temporada.

O Charlotte Bobcats é o time que fecha a divisão Sudeste. Sem chances de playoffs, Charlotte precisa formar uma base neste ano para alcançar maiores sucessos nas temporadas seguintes. Ben Gordon e Ramon Sessions são contratações que ajudarão a equipe. Ano passado, o Bobcats teve uma temporada catastrófica, encerrando com a pior campanha da história da liga, com sete vitórias e 59 derrotas e um aproveitamento de 10,6%. Neste ano, além das contratações já citadas, o time contará com o novato Michael Kidd-Gilchrist, o segundo selecionado no último draft. A esperança dos torcedores da Carolina do Norte é que os jovens jogadores do time cresçam juntos, se estabeleçam como bons jogadores na liga e proporcionem dias melhores para Charlotte.

Palpite:

1º - Miami Heat
2º - Atlanta Hawks
3º - Orlando Magic
4º - Washington Wizards
5º - Charlotte Bobcats

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