quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Divisão Noroeste: Oklahoma e Durant no topo

Campeão olímpico, Durant procura seu primeiro título na NBA (Foto: Christian Petersen | Getty Images)

Kevin Durant pede passagem. Com apenas 24 anos, a estrela mais jovem da NBA mostra maturidade e qualidade mais do que suficientes para levar o timaço do Oklahoma City Thunder ao título da liga, e terá suporte à altura do craque.

Atual cestinha do campeonato por três vezes seguidas, e um dos principais nomes nas Olimpíadas de Londres, Durant terá ao seu lado nada menos do que mais dois integrantes da seleção olímpica norte-americana campeã em 2012, Russel Westbrook e James Harden. Nenhuma novidade, mas o trio de jovens que já se apresentava em Oklahoma City deixou visível a evolução nos últimos anos, e firmou a franquia como uma das forças da NBA. Prova disso, são os resultados crescentes do time, que culminaram no título da 
Conferência Oeste na temporada 2011/2012.

As outras peças do elenco - que pouco se modificou - se encaixam perfeitamente no estilo do Thunder. Sefolosha é parte importante da equipe, excelente marcador no perímetro, assim como Ibaka costuma fechar bem o garrafão. Nick Collison e Kendrick Perkins garantem as trombadas e o jogo físico característico. No entanto, a velocidade que dita o ritmo dos jogos do OKC se transforma em um problema para o técnico Scott Brooks quando o all-star Westbrook passa a correr demais e pensar menos no jogo coletivo. Por isso, Eric Maynor, armador de ofício que volta a integrar o time depois de passar longo período lesionado, pode ser uma boa opção no banco para, por vezes, solucionar problemas nesse aspecto.

Muito equilíbrio, poucas vagas
As outras quatro equipes da Divisão Noroeste têm condições de brigar por vagas nos Playoffs, embora provavelmente algumas fiquem de fora. Excetuando-se o Minnesota Timberwolves, as demais franquias de Denver, Utah e Portland se mantiveram vivas na luta para ficar entre as oito melhores do Oeste nas últimas temporadas. Entretanto, os Wolves estão mais fortes, e de volta ao jogo.

A reação da equipe de Minnesota que se desenhava espetacular durante a segunda metade do campeonato passado, tanto nos resultados quanto no nível técnico, foi interrompida pela perda do armador espanhol Ricky Rubio por lesão. Rubio se adaptou muito bem ao basquete americano e tem personalidade para ser o comandante organizador do time. Com ele, o indiscutível, e cada vez mais completo, Kevin Love, e os europeus Pekovic, Shved, e Kirilenko – de volta à NBA depois de boa passagem pelo Velho Continente. O início da jornada poderá não ser bom, com as faltas de Rubio, que ainda recupera o joelho, e Love, machucado na pré-temporada, e, no final do campeonato, isso pode pesar negativamente.

Luke Ridnour e JJ Barea ainda compõem bem o forte elenco, e a grata surpresa fica por conta do retorno do ala-armador Brandon Roy às quadras. Roy, all-star por duas vezes enquanto jogador do Portland, havia encerrado a carreira devido aos problemas crônicos de lesão no joelho, e se voltar a apresentar parte do que já foi capaz de fazer já terá sido uma boa contratação.

O Portland Trail Blazers continua forte, mas carece de jogadores decisivos que poderiam alçar o time a um maior patamar. A grande estrela LaMarcus Aldrigde terá a companhia de atletas com bastante potencial, que ainda podem crescer e ser tornar nomes respeitados na NBA. Os alas Wesley Mathews e Nicolas Batum são técnicos e atléticos, e o pivô JJ Hickson, que teve dificuldades para se firmar em algumas equipes, já mostrou um jogo bem consistente na última temporada. A equipe terá também algumas apostas capazes de render frutos, porém deverá sentir falta de um armador experiente e com qualidade para cuidar da bola.

Esse tipo de jogador não faltará no Denver Nuggets, por exemplo. O time manteve a base formada no meio da temporada de 2011, o que significa que ainda terá o veterano Andre Miller e o elétrico Ty Lawson para exercerem a função.

A equipe de Denver também saiu ganhando com uma das maiores contratações para a temporada de 2012/2013. Numa troca envolvendo três times e inúmeros jogadores, a franquia adquiriu Andre Iguodala, proveniente do Philadelphia 76ers e que trará força física e muita categoria. Os Nuggets também contam com Wilson Chandler, JaVale McGee e Danilo Gallinari, além de outros jovens que podem ser considerados bons coadjuvantes.

O tradicional Utah Jazz, por sua vez, realizou mudanças pontuais, e teve vantagem. Para os lugares do armador Devin Harris e do ala CJ Miles, a equipe se reforçou com Mo Williams, dos Clippers, e Marvin Williams, dos Hawks. Um ponto a se observar é a evolução do garoto Gordon Hayward, excelente arremessador e fundamental no jogo de transição da equipe.

A dupla de garrafão Al Jefferson e Paul Millsapp é, ainda, o ponto forte do Jazz. Sempre regulares, os dois concentram as melhores opções de jogadas do time, e são ajudados, quando necessário, pelo jovem Derrick Favors. Certamente, a equipe tem condições de se ajustar para se tornar mais forte nas temporadas seguintes.

O ranking do blogueiro
  1. Oklahoma City Thunder
  2. Denver Nuggets
  3. Utah Jazz
  4. Minnesota Timberwolves
  5. Portland Trail Blazers

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