quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Divisão do Pacífico: Favoritos, e com um pé atrás!


Kobe, Griffin e Paul: Times de Los Angeles devem travar bons duelos (Foto: nba.com/lakers)

Já se diz por aí que o campeonato da NBA deste ano está decidido. Para os torcedores mais afoitos e otimistas, a taça é dos Lakers, e que se dispute um campeonato simbólico! Bem, a empolgação dos torcedores da franquia mais tradicional de Los Angeles é legítima, mas um pouquinho de cautela, o famoso pé atrás, seria bom.

É certo que os Lakers têm para este ano o quinteto que mais chama a atenção, uma reunião de nomes consagrados e sedentos por mais um título (que seria o primeiro da estrela Dwight Howard e também do bicampeão do prêmio de MVP, o canadense Steve Nash). Para Kobe Bryant, uma conquista significaria igualar o feito de Michael Jordan, e reacender uma polêmica discussão, que não cabe no momento. Porém, os comandados de Mike Brown apresentam, como qualquer time, suas deficiências.


A primeira delas é a falta de um banco de reservas consistente. Apenas bons jogadores jovens e outros mais experientes e medianos, que receberão a ajuda do veterano Antawn Jamison. A média de idade elevada e o histórico recente de lesões dos principais jogadores implicam em certos riscos que também devem ser considerados. E vale lembrar ainda que a temporada 2012/2013 voltará a ser mais longa, com 82 jogos.

Os amistosos de pré-temporada - os quais começaram com uma sequência negativa de quatro derrotas dos Lakers - não mostrarão o verdadeiro potencial da equipe, e devem servir apenas para dar entrosamento aos companheiros. Em uma virtual corrida pelo título, os maiores concorrentes não estão, num primeiro momento, na Divisão do Pacífico, mas a outra equipe de Los Angeles, o Clippers – outrora conhecido como “o primo pobre”- é uma força que pode surpreender.

Reforçados, e correndo atrás!
Os Clippers chegam para a temporada com um time forte, têm tudo para manter o bom nível de basquete apresentado desde o último ano, e até conseguir uma classificação melhor do que o quinto lugar de 2011/2012. O técnico Vinny Del Negro terá em mãos um elenco que manteve suas principais peças e se reforçou bastante, com as contratações de jogadores de peso.

Cris Paul, Blake Griffin e Chauncey Billups terão agora as boas companhias de Jamal Crawford, Grant Hill e Lamar Odom. O último volta para Los Angeles para tentar esquecer os problemas recentes e recuperar o basquetebol esquecido na última temporada - na qual atuou pelo Dallas Mavericks -, enquanto o veterano Hill, de 40 anos, procura mostrar que tem muito ainda a contribuir. O ala vem de Phoenix trazendo na bagagem boas médias em números e uma regularidade nos últimos anos que se contrapõe ao restante de sua carreira, marcada por inúmeras lesões.

Somam-se ainda a esses valores os nomes de Caron Butler e Deandre Jordan, que já faziam parte do time, além dos rodados, e não muito técnicos, Matt Barnes e Rony Turiaf, pivô campeão com o Miami Heat na última temporada. O ponto fraco da equipe é justamente o garrafão, que dependerá do atleticismo de Griffin e Jordan, e não tem a qualidade que sobra aos alas e armadores.

Poucas aspirações, e devem ficar atrás!
As outras três equipes da divisão terão que suar bastante a camisa para chegar aos Playoffs. Phoenix Suns, Golden State Warriors e Sacramento Kings são times modestos, mas ainda assim com algumas qualidades pontuais (o que é bem comum na NBA).

O Phoenix é, dentre as três franquias, a que pode sonhar mais alto. Se o cenário ainda não é o ideal para a equipe do estado do Arizona, pelo menos as grandes perdas – e a mais sentida deve ser a de Nash, para o Lakers – foram substituídas pela juventude de Goran Dragic, Michael Beasley e Wesley Johnson, e pelo eterno carrasco da seleção brasileira, o argentino Luis Scola. O ala-pivô da Argentina, se não é genial nas quadras da liga americana como costuma ser vestindo o uniforme de sua seleção, está, de qualquer forma, “acima da média”.

A falta de experiência é o que deve atingir os Warriors e os Kings, e pode indicar que dias melhores não virão, pelo menos agora. Sair das últimas colocações e fazer uma temporada consistente, na medida do possível, certamente já agradaria aos torcedores.

Pelos Warriors, Bogut é a principal novidade. Resta saber se o pivô australiano estará saudável, ou se mais uma vez brigará com as lesões, o que também costuma ser o maior desafio do excelente armador Stephen Curry. O ala de força David Lee é outra peça fundamental nas pretensões de Golden State no campeonato.

A equipe da capital da California, o Sacramento Kings, é mais uma das que entram sem grandes aspirações na liga, a não ser melhorar o desempenho em relação à última temporada. Conta a favor as poucas mudanças no elenco, o qual reúne jogadores de grande futuro pela frente, como DeMarcus Cousins e Tyreke Evans. Aaron Broks volta à NBA para reforçar o time na armação, e o jovem Jimmer Fredette, de quem muito se esperava no ano passado, enquanto rookie, pode, finalmente, se mostrar uma bela adição ao grupo.

O ranking do blogueiro

  1. L.A. Lakers
  2. L.A. Clippers
  3. Phoenix Suns
  4. Sacramento Kings
  5. Golden State Warriors

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