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| Kobe, Griffin e Paul: Times de Los Angeles devem travar bons duelos (Foto: nba.com/lakers) |
Já se diz por aí que o campeonato da NBA deste ano está
decidido. Para os torcedores mais afoitos e otimistas, a taça é dos Lakers, e
que se dispute um campeonato simbólico! Bem, a empolgação dos torcedores da
franquia mais tradicional de Los Angeles é legítima, mas um pouquinho de
cautela, o famoso pé atrás, seria bom.
É certo que os Lakers têm para este ano o quinteto que mais
chama a atenção, uma reunião de nomes consagrados e sedentos por mais um título
(que seria o primeiro da estrela Dwight Howard e também do bicampeão do prêmio
de MVP, o canadense Steve Nash). Para Kobe Bryant, uma conquista significaria
igualar o feito de Michael Jordan, e reacender uma polêmica discussão, que não
cabe no momento. Porém, os comandados de Mike Brown apresentam, como qualquer
time, suas deficiências.
A primeira delas é a falta de um banco de reservas
consistente. Apenas bons jogadores jovens e outros mais experientes e medianos, que receberão a ajuda do veterano Antawn Jamison. A média de idade elevada e o
histórico recente de lesões dos principais jogadores implicam em certos riscos
que também devem ser considerados. E vale lembrar ainda que a temporada 2012/2013
voltará a ser mais longa, com 82 jogos.
Os amistosos de pré-temporada - os quais começaram com uma
sequência negativa de quatro derrotas dos Lakers - não mostrarão o verdadeiro
potencial da equipe, e devem servir apenas para dar entrosamento aos
companheiros. Em uma virtual corrida pelo título, os maiores concorrentes não
estão, num primeiro momento, na Divisão do Pacífico, mas a outra equipe de Los
Angeles, o Clippers – outrora conhecido como “o primo pobre”- é uma força que
pode surpreender.
Reforçados, e
correndo atrás!
Os Clippers chegam para a temporada com um time forte, têm
tudo para manter o bom nível de basquete apresentado desde o último ano, e até
conseguir uma classificação melhor do que o quinto lugar de 2011/2012. O
técnico Vinny Del Negro terá em mãos um elenco que manteve suas principais
peças e se reforçou bastante, com as contratações de jogadores de peso.
Cris Paul, Blake Griffin e Chauncey Billups terão agora as
boas companhias de Jamal Crawford, Grant Hill e Lamar Odom. O último volta para
Los Angeles para tentar esquecer os problemas recentes e recuperar o
basquetebol esquecido na última temporada - na qual atuou pelo Dallas Mavericks
-, enquanto o veterano Hill, de 40 anos, procura mostrar que tem muito ainda a
contribuir. O ala vem de Phoenix trazendo na bagagem boas médias em números e
uma regularidade nos últimos anos que se contrapõe ao restante de sua carreira,
marcada por inúmeras lesões.
Somam-se ainda a esses valores os nomes de Caron Butler e
Deandre Jordan, que já faziam parte do time, além dos rodados, e não muito
técnicos, Matt Barnes e Rony Turiaf, pivô campeão com o Miami Heat na última
temporada. O ponto fraco da equipe é justamente o garrafão, que dependerá do
atleticismo de Griffin e Jordan, e não tem a qualidade que sobra aos alas e
armadores.
Poucas aspirações, e
devem ficar atrás!
As outras três equipes da divisão terão que suar bastante a
camisa para chegar aos Playoffs. Phoenix Suns, Golden State Warriors e
Sacramento Kings são times modestos, mas ainda assim com algumas qualidades
pontuais (o que é bem comum na NBA).
O Phoenix é, dentre as três franquias, a que pode sonhar mais
alto. Se o cenário ainda não é o ideal para a equipe do estado do Arizona, pelo
menos as grandes perdas – e a mais sentida deve ser a de Nash, para o Lakers –
foram substituídas pela juventude de Goran Dragic, Michael Beasley e Wesley
Johnson, e pelo eterno carrasco da seleção brasileira, o argentino Luis Scola. O
ala-pivô da Argentina, se não é genial nas quadras da liga americana como
costuma ser vestindo o uniforme de sua seleção, está, de qualquer forma, “acima
da média”.
A falta de experiência é o que deve atingir os Warriors e os
Kings, e pode indicar que dias melhores não virão, pelo menos agora. Sair das
últimas colocações e fazer uma temporada consistente, na medida do possível,
certamente já agradaria aos torcedores.
Pelos Warriors, Bogut é a principal novidade. Resta saber se
o pivô australiano estará saudável, ou se mais uma vez brigará com as lesões, o
que também costuma ser o maior desafio do excelente armador Stephen Curry. O
ala de força David Lee é outra peça fundamental nas pretensões de Golden State
no campeonato.
A equipe da capital da California, o Sacramento Kings, é
mais uma das que entram sem grandes aspirações na liga, a não ser melhorar o
desempenho em relação à última temporada. Conta a favor as poucas mudanças no
elenco, o qual reúne jogadores de grande futuro pela frente, como DeMarcus
Cousins e Tyreke Evans. Aaron Broks volta à NBA para reforçar o time na
armação, e o jovem Jimmer Fredette, de quem muito se esperava no ano passado, enquanto
rookie, pode, finalmente, se mostrar uma bela adição ao grupo.
O ranking do
blogueiro
- L.A. Lakers
- L.A. Clippers
- Phoenix Suns
- Sacramento Kings
- Golden State Warriors

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