terça-feira, 16 de outubro de 2012

Liga Sul-Americana: Brasília estreia pelo grupo B. Pinheiros já está na próxima fase, e outros brasileiros também têm chances



O Uniceub BRB - Brasília inicia nesta terça-feira sua jornada na Liga Sul-Americana de Clubes 2012, em busca do segundo título da equipe no torneio continental. Atuais tricampeões do NBB, os brasilienses receberão na capital do Brasil o grupo B da Sul-Americana, e terão pela frente o Malvin, do Uruguai, o Amistad, da Bolívia, e a equipe argentina do Regatas Corrientes.

Além do Brasília, disputam o torneio mais três representantes do Brasil: São José dos Campos, Flamengo e Pinheiros. Jogando no Equador pelo grupo A, o Pinheiros já conquistou a vaga para a próxima fase da competição, inclusive, na semana passada. Todos os brasileiros entram com boas chances de levar a taça. As maiores ameaças são, como de costume, os times da Argentina, que também tem quatro representantes.

Das equipes brasileiras, a de maior investimento para esta temporada é a do Flamengo. O rubro-negro tentará retomar seu posto de melhor do país, e precisa de títulos. Juntaram-se ao grupo de Marcelinho Machado e Caio Torres o pivô Alexandre “Olivinha”, o armador Vitor Benite e o ala da seleção nacional Marquinhos. Ainda assim, o Flamengo terá enorme dificuldade na Liga Sul-Americana, já que enfrentará o grupo C, no qual também está o campeão argentino, o Peñarol.

Crise de identidade: regulamento não empolga
Apesar de juntar as melhores equipes do momento e ter seu valor no currículo e na história do time campeão, o campeonato Sul-Americano parece se apequenar cada vez mais. Ao longo dos últimos anos, o torneio finalmente ganhou uma cara, um formato que não mais se modifica a cada nova edição. O problema é que esse formato afasta o público e prejudica as equipes que poderiam promover jogos internacionais como grandes acontecimentos para seus torcedores.

A forma de disputa é simples. Grupos de quatro equipes se enfrentam num “todos contra todos” em uma única sede escolhida pela FIBA para cada chave, em três dias consecutivos. Classificam-se dois de cada grupo e a fórmula se repete com oito times ainda na disputa, e novamente com o mesmo sistema, apenas quatro sobrevivem para o quadrangular final. Além de favorecer o time da casa pelo mando de quadra em todas as partidas de cada fase, o regulamento proporciona grande chance de empate entre os times. Num torneio curto de seis jogos no total (considerando os grupos em separado) o tríplice empate é bastante comum (já aconteceu na edição 2012, no grupo A), e as vagas passam a ser decididas pelo saldo de pontos entre os envolvidos. Isso modifica o andamento de partidas e vai contra a essência de se pensar um jogo por vez.

Outro fator negativo é que a disputa da Liga Sul-Americana, descrita acima, é semelhante à da Liga das Américas (este o principal campeonato) e até do Torneio Interligas, disputado por equipes brasileiras e argentinas. Os campeonatos perdem a identidade, o que para o torcedor pode ser confuso e pouco chamativo.

Se as tradicionais séries de jogos em casa e fora, os playoffs e as decisões com casa cheia não estão mais nos planos da organização dos campeonatos por causa de fatores econômicos, resta torcer para que o torneio proporcione bons duelos. Para as equipes, o que resta é se garantir nas fases seguintes e tentar levar as partidas para seus domínios, e, por que não dizer, usar bem o regulamento. Certamente já seria uma grande ajuda. 

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