
O Uniceub BRB - Brasília inicia nesta terça-feira sua
jornada na Liga Sul-Americana de Clubes 2012, em busca do segundo título da
equipe no torneio continental. Atuais tricampeões do NBB, os brasilienses
receberão na capital do Brasil o grupo B da Sul-Americana, e terão pela frente
o Malvin, do Uruguai, o Amistad, da Bolívia, e a equipe argentina do Regatas
Corrientes.
Além do Brasília, disputam o torneio mais três
representantes do Brasil: São José dos Campos, Flamengo e Pinheiros. Jogando no
Equador pelo grupo A, o Pinheiros já conquistou a vaga para a próxima fase da
competição, inclusive, na semana passada. Todos os brasileiros entram com boas
chances de levar a taça. As maiores ameaças são, como de costume, os times da
Argentina, que também tem quatro representantes.
Das equipes brasileiras, a de maior investimento para esta
temporada é a do Flamengo. O rubro-negro tentará retomar seu posto de melhor do
país, e precisa de títulos. Juntaram-se ao grupo de Marcelinho Machado e Caio
Torres o pivô Alexandre “Olivinha”, o armador Vitor Benite e o ala da seleção
nacional Marquinhos. Ainda assim, o Flamengo terá enorme dificuldade na Liga
Sul-Americana, já que enfrentará o grupo C, no qual também está o campeão
argentino, o Peñarol.
Crise de identidade:
regulamento não empolga
Apesar de juntar as melhores equipes do momento e ter seu
valor no currículo e na história do time campeão, o campeonato Sul-Americano
parece se apequenar cada vez mais. Ao longo dos últimos anos, o torneio
finalmente ganhou uma cara, um formato que não mais se modifica a cada nova
edição. O problema é que esse formato afasta o público e prejudica as equipes
que poderiam promover jogos internacionais como grandes acontecimentos para
seus torcedores.
A forma de disputa é simples. Grupos de quatro equipes se
enfrentam num “todos contra todos” em uma única sede escolhida pela FIBA para
cada chave, em três dias consecutivos. Classificam-se dois de cada grupo e a
fórmula se repete com oito times ainda na disputa, e novamente com o mesmo
sistema, apenas quatro sobrevivem para o quadrangular final. Além de favorecer
o time da casa pelo mando de quadra em todas as partidas de cada fase, o
regulamento proporciona grande chance de empate entre os times. Num torneio
curto de seis jogos no total (considerando os grupos em separado) o tríplice
empate é bastante comum (já aconteceu na edição 2012, no grupo A), e as vagas
passam a ser decididas pelo saldo de pontos entre os envolvidos. Isso modifica
o andamento de partidas e vai contra a essência de se pensar um jogo por vez.
Outro fator negativo é que a disputa da Liga Sul-Americana,
descrita acima, é semelhante à da Liga das Américas (este o principal
campeonato) e até do Torneio Interligas, disputado por equipes brasileiras e
argentinas. Os campeonatos perdem a identidade, o que para o torcedor pode ser
confuso e pouco chamativo.
Se as tradicionais séries de jogos em casa e fora, os
playoffs e as decisões com casa cheia não estão mais nos planos da organização
dos campeonatos por causa de fatores econômicos, resta torcer para que o
torneio proporcione bons duelos. Para as equipes, o que resta é se garantir nas
fases seguintes e tentar levar as partidas para seus domínios, e, por que não
dizer, usar bem o regulamento. Certamente já seria uma grande ajuda.
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