quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

O que o Papai Noel nos ensinou

Um dos destaques do dia, Steve Nash foi 
crucial na vitória do Lakers sobre o Knicks.
 
(Foto:Andrew D. Bernstein/ NBAE/ Getty Images)

25 de dezembro. Dia de Natal. Para o amante do basquete, dia também de assistir a maratona de jogos pela NBA. No total, cinco partidas envolveram alguns dos principais times e estrelas da liga. Seguindo a ordem, tivemos Brooklyn x Boston, Lakers x New York, Miami x Oklahoma City, Chicago x Houston e Clippers x Denver.

Apesar de ainda estarmos há aproximadamente quatro meses dos playoffs, podemos tirar desses jogos alguns ensinamentos, que podem ser muito úteis até o final da temporada.

Vamos então analisar o que o Papai Noel nos contou:


1 – Steve Nash faz a diferença

Quer dizer que mesmo estando apenas em seu segundo jogo após voltar de lesão, o “vovô” Steve Nash ainda é capaz de uma atuação tão eficiente quanto a desta terça? Coisa de gênio mesmo. O canadense teve uma performance pra lá de positiva na vitória do Lakers sobre o Knicks. Foram 16 pontos, 11 assistências e 6 rebotes. Sua presença foi determinante para o triunfo. O mais legal foi ver como o armador trabalhou bem no pick’n roll com Dwight Howard, principalmente no final da partida. Essa combinação será importantíssima para L.A. na temporada para tirar um pouco da pressão dos ombros de Kobe Bryant.

2 – Pau Gasol está perdido em LA

Alguns podem dizer que Gasol jogou melhor, que ele fez a cesta decisiva na vitória e tudo mais. Mas sejamos honestos, estamos falando de um tremendo talento, um jogador nível All-Star. Treze pontos e 8 rebotes é muito pouco. E digo mais, esquecendo as estatísticas e analisando o que aconteceu no jogo, a situação parece ainda pior. Gasol quase não fez jogadas no post up, onde ele tem mais sucesso. Na maioria do jogo, o espanhol ficou chutando bolas de longa distância, incluindo arremessos de três. É assim que Mike D’Antoni quer. É assim que o Lakers está desperdiçando um dos melhores pivôs da liga. Se Gasol é um problema no sistema de D’Antoni, tenho certeza que seria a solução no esquema de muitos outros técnicos. Nem a presença de Steve Nash ajudou. Quase não existiu jogadas de pick’n roll entre os dois, e Pau ficou muito dependente dos arremessos de fora.

3 – Miami e OKC continuam no topo

Belo jogo em Miami. As duas equipes jogaram como se estivéssemos em junho. Tivemos de tudo: jogo equilibrado, as estrelas brilhando e até confusão. Os times estão bem nas suas respectivas conferências. O Heat lidera no Leste, enquanto OKC está a apenas meio jogo do Clippers, primeiro no Oeste. Uma reedição das Finais da última temporada é muito possível.

4- O Clippers precisa ser levado a sério

O LA Clippers é, sem nenhuma dúvida, uma ameaça no Oeste. O time tem um elenco forte, possui um armador que, além de ser espetacular tecnicamente, é um tremendo líder em quadra e tem uma dupla de pivôs que melhora a cada jogo. A defesa também deu um salto de qualidade durante a sequência de quatorze vitórias seguidas. São apenas 88 pontos de média cedidos aos adversários. Cuidado, OKC e San Antonio!

5 – Não tirem Boston do páreo

Até agora, o Celtics tem sido um time muito irregular na temporada. Paul Pierce e Kevin Garnett têm atuado em alto nível, mas Rajon Rondo pode jogar um pouco além do que vem apresentando e o resto do elenco tem sido muito inconsistente. No jogo diante do Nets, porém, Jason Terry anotou 19 pts, Jared Sullinger, 16 pts, e Jeff Green, 15 pts. Com mais participações efetivas do banco como esta, Boston não pode ser descartado na briga pelo Leste.

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