Com muita propriedade, o croata Marin Cilic sagrou-se campeão
do Aberto dos Estados Unidos nesta segunda-feira. Numa final surpreendente, o
gigante europeu bateu Kei Nishikori, do Japão, por três sets a zero, com um
triplo 6/3. Cilic fechou a porta em todas as vezes que Nishikori ameaçava
querer voltar para o jogo. De forma inconstestável, levantou a taça em Flushing
Meadows.
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| Cilic dominou Tomas Berdych, Roger Federer e Kei Nishikori em seu caminho rumo ao título. (Foto: Corey Sipkin/ New York Daily News) |
Com o resultado do US Open, Cilic alcançou o nono lugar no
ranking da ATP. Nishikori, por sua vez, já é o oitavo melhor colocado na
tabela.
Em seu discurso de campeão, o croata ressaltou algo muito
importante para os demais tenistas da atualidade. Segundo ele, seu título serve
de inspiração para outros tenistas bem rankeados que, contemporâneos de
Djokovic, Federer e Nadal, vêem reduzidas suas chances de conquistar um Slam.
Acho que podemos estar presenciando uma nova fase no tênis.
Roger Federer já não é mais o jogador que foi há sete, oito anos. Nada mais
natural. O suíço já tem seus 33 anos. Nadal vive enfrentando problemas físicos,
muito em função do seu estilo de jogo. Djokovic, mesmo sendo um jogador
espetacular e repleto de talento, não chega a ser tão dominante quanto Federer
e Nadal eram em seus auges.
Lógico que os três gigantes do tênis ainda devem somar
vários títulos daqui até o final de suas carreiras, mas a porta talvez nunca
esteve tão aberta para jogadores do nível de um Dimitrov ou de um Raonic.
O inesperado é o que dá sentido ao esporte. Os fãs do tênis
vão agradecer se nos próximos anos tivermos um número ainda maior de vencedores
de Grand Slam.

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