O clássico entre Brasil e Argentina pelas oitavas de final
da Copa do Mundo de basquete foi cercado de muita expectativa pela imprensa
esportiva brasileira. Com razão, diga-se de passagem. Nas últimas duas grandes
competições que havia participado (Mundial de 2010 e Jogos Olímpicos de 2012),
a seleção canarinho foi mandada para casa de forma dramática pelos ‘hermanos’.
A dificuldade, portanto, passava mais por uma questão histórica do que
propriamente por uma questão técnica.
Assim como nas Olimpíadas de Londres, o time brasileiro
entrou em quadra neste domingo, em Madrid, com uma seleção claramente superior
à seleção argentina. Mas é claro que uma equipe com valores individuais como
Luis Scola e Pablo Prigioni não pode ser descartada. Acrescente ainda a
rivalidade entre os países e a freguesia de anos recentes dos brasileiros e
tínhamos formado um jogo bastante interessante.
E assim foi durante 24 minutos, nos quais os argentinos
lideraram o placar, com o Brasil buscando manter a diferença pequena.
![]() |
| Raulzinho, com 21 pontos, teve atuação impecável no segundo tempo, liderando a virada brasileira. (Foto: AP) |
No segundo tempo, porém, a história foi bem diferente. O
selecionado brasileiro colocou o seu melhor jogo em quadra e liquidou o duelo.
Atuações muito sólidas de Raulzinho, Marquinhos e Andeson Varejão abriram
caminho para uma tranquila vitória por 85 a 65. Fantasma exorcizado, é hora de
pensar no adversário seguinte: os sérvios.
Já batida pelo Brasil na fase de classificação, a Sérvia
possui um time nitidamente superior ao argentino. Para os comandados de Rúben
Magnano, a vitória da última quarta-feira (3) serve tanto como estímulo quanto como
preocupação. Em Granada, nossa seleção mostrou todo o seu potencial nos 1°, 2°
e 4° quartos, e toda a sua vulnerabilidade no 3° período. Os sérvios entram em
quadra nesta próxima quarta (10) sabendo que podem derrubar o Brasil. Por sua vez, os
brasileiros tem a certeza de que podem vencer a Sérvia.
O palco está montado para um grande encontro. De olhos bem abertos, o Brasil pode alcançar um resultado que há muito não se vê no basquetebol nacional.
.jpg)
Nenhum comentário:
Postar um comentário