segunda-feira, 8 de setembro de 2014

Um fantasma exorcizado

O clássico entre Brasil e Argentina pelas oitavas de final da Copa do Mundo de basquete foi cercado de muita expectativa pela imprensa esportiva brasileira. Com razão, diga-se de passagem. Nas últimas duas grandes competições que havia participado (Mundial de 2010 e Jogos Olímpicos de 2012), a seleção canarinho foi mandada para casa de forma dramática pelos ‘hermanos’. A dificuldade, portanto, passava mais por uma questão histórica do que propriamente por uma questão técnica.

Assim como nas Olimpíadas de Londres, o time brasileiro entrou em quadra neste domingo, em Madrid, com uma seleção claramente superior à seleção argentina. Mas é claro que uma equipe com valores individuais como Luis Scola e Pablo Prigioni não pode ser descartada. Acrescente ainda a rivalidade entre os países e a freguesia de anos recentes dos brasileiros e tínhamos formado um jogo bastante interessante.

E assim foi durante 24 minutos, nos quais os argentinos lideraram o placar, com o Brasil buscando manter a diferença pequena.

Raulzinho, com 21 pontos, teve atuação impecável
no segundo tempo, liderando a virada brasileira.
(Foto: AP)
No segundo tempo, porém, a história foi bem diferente. O selecionado brasileiro colocou o seu melhor jogo em quadra e liquidou o duelo. Atuações muito sólidas de Raulzinho, Marquinhos e Andeson Varejão abriram caminho para uma tranquila vitória por 85 a 65. Fantasma exorcizado, é hora de pensar no adversário seguinte: os sérvios.

Já batida pelo Brasil na fase de classificação, a Sérvia possui um time nitidamente superior ao argentino. Para os comandados de Rúben Magnano, a vitória da última quarta-feira (3) serve tanto como estímulo quanto como preocupação. Em Granada, nossa seleção mostrou todo o seu potencial nos 1°, 2° e 4° quartos, e toda a sua vulnerabilidade no 3° período. Os sérvios entram em quadra nesta próxima quarta (10) sabendo que podem derrubar o Brasil. Por sua vez, os brasileiros tem a certeza de que podem vencer a Sérvia. 

O palco está montado para um grande encontro. De olhos bem abertos, o Brasil pode alcançar um resultado que há muito não se vê no basquetebol nacional.

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